Projeto social oferece aulas de ginástica artística para a comunidade de Guaianases


CIGA existe há dois anos em Guaianases e atende alunos com a faixa etária dos 04 aos 23 anos

Alunos posam para foto em ensaio para futura competição



A ONG localizada no CEU Jambeiro chama-se CIGA (Centro de Iniciação de Ginástica Artística), é um projeto voluntário idealizado e fundado há dois anos, desde 2011, pelo professor e coordenador Diego Lima (29), ginasta graduado em Educação Física, as aulas acontecem aos finais de semana. Lima também já foi aluno de um projeto social que é bem conhecido na região, (CFC), Centro de Formação e Cultura, serviço assumido pela entidade - Obra Social Dom Bosco. Além dele, atua como professor voluntário, Diogo Vinícius de Oliveira (20), atleta e ginasta, estudante de Educação Física. Ambos além de ginastas, são formados em dança.

O CIGA tem sido fator importante para as crianças e adolescentes da região, seja como lazer ou até mesmo de cunho esportivo. Mas, como diz o Coordenador e fundador, “o intuito além de tirar a juventude do ócio, e/ou até mesmo de uma provável marginalização, faz este público traçar objetivos até mesmo profissionais.”

“Existem três níveis de desenvolvimento, em que são divididos grupos, normalmente por idade e estágio de aprendizado, fazendo com que os jovens assimilem melhor aquilo que estão fazendo, de forma mais dinâmica e eficaz”, afirma Diego Lima, professor e coordenador do curso.

Diego Lima diz que anteriormente dava aula para crianças em um projeto governamental que não estava dando certo, pois havia falta de investimento e aporte, alegando descaso por parte do governo. Foi aí que houve e iniciativa de criar o seu próprio escopo, levando seus alunos para terem aula com ele neste projeto voluntário, em um espaço do CEU. – “A partir daí o número de alunos cresceu e agora são em 60 que fazem aulas comigo e o professor Diogo Vinícius, participando inclusive de competições”, completa.
O professor alega falta de investimento em seu projeto. Embora não seja governamental, o mesmo considera de extrema importância o incentivo em outros esportes que não seja o futebol, como algo prioritário.

No dia 20 de abril houve a posse do novo gestor do CEU Jambeiro, José Guilherme Gianetti, e foi falado sobre a importância do esporte nos CEUs como fator inclusivo para os jovens, e muito da construção dos novos campos de futebol, onde houve a apresentação do grupo de dança do próprio coordenador e professor Diego Lima. Mas, segundo Diego, isto não basta, alega que ainda falta um olhar crítico e abrangente em relação ao esporte. “Será que os nossos jovens só jogam futebol?” diz ele.
Ele acredita que o governo tem esse poder de influenciar nessas questões, na melhoria do esporte, mas também na piora dele. “Temos o governo incentivando o esporte? Temos, mas são incentivos aonde não precisam tanto, por exemplo, vamos incentivar a seleção brasileira! Porém a seleção de futebol já está encaminhada”, afirma o coordenador.

Ele ainda considera que se deve aumentar não só o investimento, mas também o patrocínio nesses esportes olímpicos, pois estamos próximos de sediar as Olimpíadas em 2016 e não se tem dado importância a isso, ele considera que temos bons atletas que têm condições de chegar até lá.

“Eu vejo aqui, muitos alunos qualificados, eu penso que daqui poderia sair uma Daiane dos Santos! Mas como a categoria de base vai chegar no profissional, se não temos este investimento? ”

Uma mãe de aluna nos conta que conheceu o projeto e que notou mudanças em sua filha após começar a fazer as aulas de Ginástica Artística. “Eu fiquei sabendo pelo site do CEU, aí eu vim aqui, conversei com o professor que me pediu para conhecer. Eu percebi ao longo do tempo, que ela melhorou demais o comportamento e a postura, além da ansiedade; porque é muito agitada e ficava muito em casa. Aqui ela aprendeu muita coisa, adora fazer ginástica artística, foi além do que eu esperava.”




Maria Carolina F. Dutra

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